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Como saber se o seu quiz está funcionando mal

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“O quiz funciona mal” não é um problema, são quatro problemas diferentes, e cada um tem um tratamento diferente. Antes de mudar qualquer coisa, é preciso entender em que trecho você está perdendo gente: senão, as correções saem às cegas, quase sempre no formulário final, mesmo que o público esteja caindo na primeira tela.

Abaixo estão o diagnóstico passo a passo e um checklist que você pode percorrer em meia hora.

Primeiro, olhe as passagens de um ponto a outro

A conversão geral do quiz quase não ajuda: ela diz que algo está errado, mas não diz onde. O que é útil são as passagens: quantas pessoas abriram o quiz, quantas chegaram a cada pergunta seguinte, quantas viram o formulário e quantas o enviaram.

A partir daí, o diagnóstico é quase inequívoco:

  • Pouca gente abre o quiz. O problema está na primeira tela ou no momento em que o quiz aparece, não nas perguntas.
  • Queda brusca em uma pergunta específica. Essa pergunta não é clara, é pessoal demais ou é feita cedo demais. O clássico: o orçamento logo no começo.
  • A queda é uniforme em todas as etapas. O quiz é simplesmente longo.
  • Chegam ao formulário, mas não enviam. A oferta da etapa final é fraca: a pessoa não entende o que vai receber.
  • Há pedidos, não há vendas. As perguntas não filtram quem não é o seu público.

Sobre os números normais: não existe uma referência universal, a conversão depende muito do nicho, da fonte de tráfego e da temperatura do público. Comparar-se com as porcentagens dos outros não faz sentido. A única referência que funciona é uma: a sua própria evolução, se melhorou ou não depois de uma correção específica.

Checklist: percorra o seu próprio quiz

Abra o quiz como um visitante o vê: pelo celular, chegando pelo anúncio, e não pelo painel do LeadForms. E confira item por item.

A primeira tela

  • Em três segundos dá para entender o que é oferecido aqui e para quem.
  • O título continua o anúncio e não tem vida própria.
  • Está dito o que a pessoa vai receber no final.
  • Dá para ver quanto tempo vai levar.

As perguntas

  • Não há mais de seis perguntas, e cada uma influencia a proposta para o cliente.
  • A redação está na linguagem do cliente, e não na da empresa.
  • Não há nenhuma pergunta cuja resposta a pessoa não saiba naquele momento.
  • O orçamento não vem no começo e tem a opção “ainda não defini”.
  • As opções de resposta cobrem os casos reais, e há uma saída se nenhuma se encaixa.

O formulário de contato

  • Há uma promessa concreta escrita, e não um “enviar pedido”.
  • Os campos são os mínimos: só aquilo sem o que não dá para entrar em contato.
  • Não se pedem ao mesmo tempo telefone, email e mensageiro sem motivo.

A parte técnica

  • O quiz abre e pode ser concluído pelo celular.
  • O pedido de teste chega: por email, no mensageiro ou no CRM.
  • Junto com o contato chegam as respostas, e não só um número.
  • A meta de envio do formulário está configurada na ferramenta de análise.

Quando há pedidos, mas eles não servem para nada

É um caso à parte que não aparece de jeito nenhum na conversão: a quantidade está boa, mas os vendedores reclamam. Normalmente, isso significa uma de duas coisas.

  • O quiz não qualifica. Não tem perguntas que filtrem quem não é atendido por você: por região, por volume ou por prazo. Formalmente há pedidos, mas não dá para trabalhar com eles.
  • A oferta atrai quem não deve. Brindes, sorteios e descontos grandes aumentam a quantidade de pedidos com toda a certeza e, com a mesma certeza, derrubam a qualidade.

A análise detalhada está no artigo por que um quiz traz muitos leads e poucas vendas.

Como fazer as correções do jeito certo

  • Uma de cada vez. Se você muda a primeira tela, as perguntas e a oferta ao mesmo tempo, não vai saber o que funcionou.
  • De cima para baixo. A primeira tela influencia todo o funil que vem depois; o formulário final, só a parte final dele.
  • Com volume suficiente. Com algumas dezenas de visitas, a diferença entre 8 % e 12 % é acaso, não resultado.
  • Com o “antes” anotado. Registre os números atuais antes da correção; senão, você não vai ter com o que comparar.

Perguntas frequentes

Qual conversão de um quiz é considerada normal?

Não existe um número universal: depende do nicho, da fonte de tráfego e de quão morno está o público. Guie-se pela sua própria evolução, e não pelas porcentagens dos outros.

Por onde começo se há poucos pedidos?

Pelas passagens de uma pergunta para outra. Primeiro descubra onde exatamente você está perdendo e só depois corrija: senão, a correção quase certamente vai para o lado errado.

Quanto tempo esperar antes de avaliar o resultado?

Até acumular um volume razoável de acessos. O que conta é a quantidade de dados, e não os dias que passaram.

As pessoas completam o quiz até o fim, mas não deixam o contato. O que fazer?

Olhar a etapa final: ali precisa haver uma promessa concreta. A análise está no artigo sobre as ofertas nos quizzes.

É preciso refazer o quiz inteiro?

Quase nunca. Normalmente o problema é pontual, uma pergunta ou uma tela, e é encontrado em meia hora com o checklist acima.

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