Início Blog Anúncios e tráfego Por que o quiz tem tráfego e poucos pedidos?

Por que o quiz tem tráfego e poucos pedidos?

anúncios e tráfego

Os cliques entram, o contador de visitas sobe, o orçamento é gasto e os pedidos dá para contar nos dedos. O incômodo da situação é que não se sabe quem culpar: os anúncios, o quiz ou o segmento do negócio. Quase sempre o culpado é a ligação entre o anúncio e o quiz, e isso se resolve mais rápido do que parece.

Vamos ver as causas na ordem em que vale a pena verificá-las.

Primeiro, separe o tráfego do quiz

Uma única pergunta corta a busca pela metade: que porcentagem de quem chega sequer começa a responder o quiz?

  • Pouquíssimos começam: o problema está na ligação, o anúncio traz as pessoas erradas ou promete a coisa errada. O quiz, por enquanto, não tem nada a ver com isso.
  • Começam com vontade, mas não chegam ao fim: o tráfego está bom, o problema está no próprio quiz.

Daqui em diante, seguimos por esses dois caminhos.

Caminho 1: o problema está na ligação entre anúncio e quiz

O anúncio promete uma coisa e o quiz recebe com outra

É a causa mais frequente. A pessoa clicou em uma proposta concreta e na primeira tela vê algo diferente. A expectativa não bateu: ela foi embora, e o clique você pagou inteiro.

É fácil verificar: abra o anúncio e a primeira tela do quiz lado a lado. Se os títulos falam de coisas diferentes, você achou a causa. Se você tem vários conjuntos de anúncios e eles prometem coisas diferentes, cada um precisa de uma primeira tela própria.

Chegam as pessoas erradas

Os anúncios aparecem em buscas por trás das quais não há intenção de compra: «faça você mesmo», «grátis», «avaliações», «vagas de emprego», cidades onde você não atende. Essas pessoas nunca vão deixar um pedido, por mais que você corrija o quiz. Isso se resolve com palavras-chave negativas e com a configuração de localização; veja como lançar anúncios do Google Ads para um quiz.

O tráfego é mais frio do que o quiz que você montou

O roteiro que funciona muito bem na rede de pesquisa cai na rede de display e no TikTok: ali a pessoa não estava procurando nada. Ela precisa de um quiz mais curto e de uma promessa mais forte logo na entrada.

A primeira tela não responde a três perguntas

O que estão oferecendo, o que a pessoa vai receber e quanto tempo vai levar. Se pelo menos uma delas não é óbvia, a pessoa nem chega às perguntas. A análise está no artigo qual primeira tela do quiz converte melhor.

Causas técnicas

São verificadas por último, mas precisam ser descartadas: o quiz não abre no celular, demora para carregar, está abaixo da primeira dobra e simplesmente não é visto, a abertura automática dispara cedo demais. Faça você mesmo o caminho do cliente, pelo celular e a partir do seu próprio anúncio.

Caminho 2: o problema está no próprio quiz

Aqui, observe a passagem de uma pergunta para outra.

  • Uma queda brusca em uma pergunta. Ela não é clara, é pessoal demais ou está cedo demais. O clássico é o orçamento logo no início.
  • O abandono está espalhado por todos os passos. O quiz é longo. A referência é de 4–6 perguntas, e cada uma deve influenciar a proposta.
  • Chegam ao formulário e não enviam. Oferta fraca: «enviar pedido» não é motivo para deixar o telefone. Ou há campos demais.

A lista de verificação completa está no artigo como saber se o seu quiz está funcionando mal.

Um caso à parte: os pedidos existem, mas você não os vê

Antes de mudar qualquer coisa, vale a pena ter certeza de que há mesmo poucos pedidos, e não que eles se perdem no caminho. Verifique:

  • se um pedido de teste chega ao e-mail, ao WhatsApp ou ao CRM;
  • se os e-mails não caem no spam;
  • se a meta no analytics está configurada no envio do formulário, e não na abertura do quiz, porque senão os números do relatório e a realidade não batem.

Parece óbvio, mas a verificação leva cinco minutos e, de vez em quando, explica tudo.

O que não vale a pena fazer

  • Corrigir o quiz sem olhar a ligação com os anúncios. Se estão chegando as pessoas erradas, os ajustes no quiz não vão ajudar.
  • Mudar tudo de uma vez. Depois de cinco ajustes simultâneos, não dá para saber o que funcionou.
  • Tirar conclusões com uma dezena de visitas. Isso é ruído.
  • Adicionar perguntas para «conhecer melhor o cliente». Com uma conversão baixa, isso vai piorá-la ainda mais.
  • Baixar os lances esperando pedidos baratos. Isso reduz o volume, não o custo por pedido.

Perguntas frequentes

Por onde começo se há tráfego e não há pedidos?

Veja que porcentagem de quem chega sequer começa a responder o quiz. Isso separa na hora o problema do tráfego do problema do quiz.

Quantas perguntas deve haver para a conversão não cair?

4–6 na maioria dos segmentos; menos no tráfego frio da rede de display e das redes sociais.

Pode ser coisa do segmento do negócio?

Raramente. Muito mais comum é o desencontro entre a promessa e o conteúdo, ou palavras-chave ruins. O segmento deve ser a última suspeita.

Quanto tempo esperar antes de tirar conclusões?

Até juntar um volume considerável de passagens pelo quiz, e não uma quantidade fixa de dias.

Os pedidos já estão entrando, mas não são qualificados: é o mesmo problema?

Não, é o contrário. A análise está no artigo por que um quiz traz muitos leads e poucas vendas.

O que ler em seguida

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